1 de novembro de 2007

A USP também tem o que aprender

O caso é o seguinte: a USP se recusa a permitir que a população use o seu lindo campus como se fosse área de lazer sob o pretexto de não poder desviar recursos da sua atividade principal para manutenção de parque de recreação, que não é sua atividade principal.


Concordo em gênero, número e grau. Mas não posso acreditar que uma universidade do quilate da USP solucione o problema simplesmente proibindo o acesso ao campus (estou falando de ciclistas, é claro).


O mínimo que se pode esperar de uma universidade desse porte, é uma solução mais criativa. Afinal, é uma universidade, não é?


Pode, por exemplo, criar parcerias com instituições que se disponham a assumir a responsabilidade de prover todos os meios e recursos necessários para que a população possa usufruir daquela área, e isso sem comprometer, de forma alguma, a autonomia da USP.


Como exemplo, veja o excelente resultado obtido na Praça Vinícius de Morais (fotos ao lado), com a conservação feita por uma empresa, e que certamente não compromete em nada a autonomia da Prefeitura.


Da mesma forma que um fabricante de tenis faz a conservação de uma praça onde a população anda a pé e corre, será que nenhuma fábrica de bicicleta se interessaria por fazer o mesmo no campus da USP? Ou uma fábrica de banheiros para shows? Ou as academias de ginástica?
Aposto que faria fila na porta para fazer parcerias.

A impressão que dá é que, de tão acostumada a ensinar, a USP ja se esqueceu de aprender.

Que pena!

2 comentários:

Cecilia W. disse...

Apoiado, Paizinho!
Beijocas!

Bar do Lauro disse...

Concordo. Mas não acho que o caso seja de "desconhecimento", e sim de má vontade.

Abraço !