23 de setembro de 2007

Viaduto do Chá


Em 1877, um francês chamado Jules Martins, saiu com a idéia de fazer um viaduto sobre o vale do Anhangabaú. Como não tinha quase nada para o outro lado do vale, apenas umas plantações de chá, era de se questionar a utilidade prática da obra, e a idéia logo se tornou polêmica.
O principal oponente, era o Barão de Tatuí plantador de chá, cuja casa teria que ser demolida para a construção do viaduto.
Essa briga durou 11 anos, até que em 1888 a obra foi iniciada. Mas parou logo no primeiro mês, pois o Barão se recusava a sair de casa.
Um dia, um grupo de paulistanos favoráveis à construção do viaduto, conseguiu resolver o impasse, e convenceram o Barão a sair da casa derrubando, a picaretadas, uma das paredes da casa.
O viaduto foi construído com estrutura de ferro alemã e com mesa de madeira.
Em 1934 o viaduto, que já não supria mais as necessidades da Cidade, teve que ser substituído pelo atual, em estilo art-déco, idealizado por Elisário Bahiana
Meu pai filmou o antigo viaduto, às vésperas de sua demolição, mais ou menos do mesmo ângulo dessa fotografia, que data de 1917 (cujo autor ainda estou pesquisando), e eu tive oportunidade de ver várias vezes o filme. Lamentavelmente, esse filme sumiu de casa. Segundo eu soube, ele hoje faz parte do acervo da TV Cultura. Como ele foi parar lá, não vem ao caso. Se for verdade, está em boas mãos.


21 de setembro de 2007

Edifício Conde Matarazzo / Banespinha / Prefeitura


O Edifício Conde Matarazzo, que fica na esquina da Líbero Badaró com o Viaduto do Chá, data de 1940.
Seu arquiteto, Marcelo Piacenttini, era tido como sendo o arquiteto preferido de Mussolini, ditador da Itália.

Consta ser o maior prédio do mundo feito em mármore Travertino Romano.

Uma curiosidade do prédio são os três emes que encimam algumas de suas janelas. Há quem afirme que sejam homenagens a Mussolini, ao Marcelo (o arquiteto), e ao próprio Matarazzo.


Mais tarde, quando alí foi instalada a diretoria do BANESPA, Banco do Estado de São Paulo, passou a ser conhecido como Banespinha, (para diferenciá-lo do Edifício Banespa, na Preça Antônio Prado), e atualmente é séde da Prefeitura do Município de São Paulo.

É uma pena que se mudem tantos nomes nesta cidade. Se tivesse sido conservado o nome original do edifício, teriamos preservado um pouquinho mais da nossa história.


19 de setembro de 2007

Pau-brasil

Sempre tem alguém que conhece alguma coisa legal.

Outro dia, voltando para casa depois de uma reunião, pedalando na compania do meu primo Arturo Alcorta e de um novo um novo amigo, Marcelo Mig, que por acaso iam para o mesmo lado, o Marcelo desviou o caminho por uns dois ou três quarteirões, e nos mostrou essa maravilha centenária.


E, para que não haja dúvidas, tem até uma placa de identificação

de Patrimônio Ambiental.


Para quem é ligado em árvores, ela fica na Rua dos Zapara, em frente ao número 83, Alto de Pinheiros.

17 de setembro de 2007

Treinando um Curió



Das diversas praças próximas à Av. Morumbi, uma em especial me atrai: a Praça Poeta Drumond de Andrade. Quando passei por ela, no último sábado, parei para curti-la um pouco. É uma praça especial por parecer a entrada de uma floresta: uma parte com muitas árvores e chão limpo, e outra parte com muitas árvores e vegetação rasteira. Em dia de sol, é muito bonita, MESMO.


Vi parar um "carrão preto", e dele desceu um cara com um pedestal de gaiola que depositou nomeio da praça. Voltou para o carro, e pegou uma gaiola, que pendurou no pedestal. Dentro da gaiola, um curió pardo. Tão logo se viu no bosque, o curió desatou a cantar como só um curió sabe.
Não resisti, e falei:

- Ja vi gente passeando cachorro, gato, porco, e até ganso. Mas é a primeira vez que vejo alguém passear um passarinho.
-Passarinho muito especial, respondeu. É um curió pardo de oito meses, de nome Cristal, e não está passeando. Está treinando para o concurso de amanhã.
Nunca gostei de pássaros em gaiolas, acho a maior sacanagem com o bichinho. Mas confesso que a surpresa foi tão grande que nem perguntei o nome dele.

Na praça tem um pedestal encimado por uma placa comemorativa, que não consegui fotografar por causa do reflexo do sol, feita em pedra vinda da cidade natal do Poeta.

Por falar em fotografia, a que tirei do curió ficou uma foto bem ao estilo principiante....

9 de setembro de 2007

A Melhor Maneira de Ver e Enxergar a Cidade

Você conhece a cidade?
Aposto que não, pelo menos não sob a ótica do ciclista.
Venha comigo, e veja como as coisas são diferentes das que você vê da janela do seu carro.

Em primeiro lugar, normalmente não pedalamos pelas grandes avenidas. Em algumas, isso até seria tentativa de suicídio. Mas na maioria das vezes pedalar em avenidas é cansativo, barulhento, cheira a diesel, e os ônibus atrapalham quando param nos pontos.

Normalmente, usamos ruas secundárias, calmas, preferencialmente arborizadas e de asfalto bem conservado.
Estranho, ? Pois é. Isso existe, e bastante, pela nossa cidade.

Vai do Itaim para os lados da Estação Santa Cruz, passando ao lado do Ibirapuera? Então, porque não passar por dentro do parque e aproveitar toda aquela beleza?
Isso, não se faz de carro. Não faz, e não vê os patinhos nadando, as crianças brincando, os pássaros, árvores e, principalmente, não vê as pessoas. Não vê, e não enxerga.

De bicicleta, dá tempo para usufruir de muita coisa que, de carro, não podemos: obras de arte, edifícios históricos, transeuntes, parques, e muito mais. Experimente, e depois me diga o que achou.