Passando pelo Largo do Arouche num dia de sol, e tendo um pouco de tempo disponível, resolvi dar um giro por lá.
Conforme o costume, o verde é sempre lindo sob o sol. E o lugar conta com monumentos ótimos (eu contei dezesseis deles!!!!), inclusive o "Depois do Banho", do Brecheret.
A obra do Brecheret é fácil de reconhecer, mas impossível de fotografar por causa do grande número de desocupados sentados em cima dela, achando que a gente é da polícia...... Que pena, vai acabar estragando. Aliás, da maneira que cuidamos do nosso patrimônio artístico, em algum tempo não vai sobrar nada.
Quem souber que obras são essas, por favor avise. Tenho várias fotos de monumentos a serem identificados. No Site da Nossa São Paulo, http://www.nossasaopaulo.org.br/nssp.index.asp , constam todos os monumentos, mas não tem as fotos para a gente identificar.
E o Largo do Arouche também tem uma história bastante interessante. No site da Prefeitura, Consulta Histórica dos Logradouros, http://www.dicionarioderuas.com.br/ , diz o seguinte:
No início do século XIX, toda a área hoje conhecida como "Vila Buarque" era de propriedade do Tenente General José Arouche de Toledo Rendon que nasceu em São Paulo aos 14/03/1756 e faleceu no dia 26/06/1834 também em São Paulo. Doutourou-se em Direito pela Universidade de Coimbra e foi um dos melhores advogados de seu tempo. Em 1813, assumiu o comando militar das vilas do norte de São Paulo, cargo que manteve até 1820, atingindo o posto de tenente general. Participou das lutas pela Independência do Brasil, foi Deputado Constituinte e foi o primeiro Diretor da Faculdade de Direito de São Paulo. Introdutor da cultura do chá na cidade de São Paulo (por volta de 1820), transformou toda a sua chácara numa imensa plantação com mais de 54 mil pés. Antes disso porém, o General Arouche havia implantado em sua propriedade uma praça para exercícios militares que englobava os atuais "Largo do Arouche" e "Praça da República". O largo, em particular, ficou então conhecido como "praça da legião". A partir de 1810, o Marechal abriria as primeiras ruas da região entre a Praça da República e a Av. São João, mas reservou como logradouro público a área do Largo. No seu interior havia uma pequena lagoa que foi aterrada nos últimos anos do século XIX. Nesse sentido, a antiga "praça da legião" passou a ser conhecida também como "Tanque do Arouche". Em 1865 o vereador Malaquias Rogério de Salles Guerra, ao realizar uma revisão dos nomes das ruas de São Paulo, alterou aquela denominação para "Campo do Arouche". A partir de sua urbanização e calçamento em finais do século XIX, adotou-se informalmente o nome de "Largo do Arouche". Em 1910 (Lei 1.312 de 26/04) parte do largo, entre as ruas do Arouche e Sebastião Pereira passou a chamar-se "Praça Alexandre Herculano". Em 1913, através da Lei 1741 de 18/09, revogou-se a Lei 1.312 e todo o espaço voltou a ter a denominação de "Largo do Arouche".