23 de dezembro de 2007

Ascensão


"Ascensão" é o nome desta escultura da artista alemã Charis Brand, datada de 1942.
Fica na Praça das Guianas, no lado próximo à Av. 9 de Julho, entre todas essas árvores.
Lá pela década de 50, as árvores ainda não eram tão desenvolvidas, de forma que a estátua se destacava bem mais por sobre a praça, fato que a expunha a um engenhoso tipo de vandalismo.
Devo aqui esclarecer que não testemunhei os fatos porque eu ainda era criança, e o que conto é o que ouvi contar.
Reza a lenda que a estátua foi derrubada diversas vezes, só por brincadeira, por parte de uma dupla de delinqüentes juvenis - há quanto tempo não ouço esse termo! - cuja imaginação era bastante fértil.
Hoje, como cidadão, eu os classifico como vândalos, e certamente os condeno, mas naquela época eram classificados como play-boys, e temos que admitir que a idéia deles até que foi bastante engraçada.
Um deles dirigia o carro, um Cadillac conversível, enquanto o outro ia em pé no banco de trás, vestido ce cowboy, com direito a botas, esporas e chapelão, girando um laço sobre a cabeça, na mais tradicional maneira faroeste, cuja corda tinha a outra ponta amarrada no pára-choque traseiro.
E, diante de todos os amigos que eram espacialmente convidados para assistir o evento, com o carro em movimento, laçava o vaso na cabeça da estátua, e a derrubava.
Tão logo a Prefeitura restaurasse a estátua, era marcada a "solenidade" da nova derrubada.
Por alguns anos a estátua ficou guardada nos depósitos da prefeitura, talvez em restauração, talvez escondida da depredação, mas acabou voltando para o seu lugar. Na base da estátua consta que foi restaurada em 2006.

18 de dezembro de 2007

Ladeira do Acú



Na década de 1820, em aquarela de Debret







Em 1952, desconheço o autor da foto


A história da Avenida São João remonta a 1651. Naquele ano, os paulistanos Henrique da Cunha Gago e Cristóvão da Cunha solicitaram à Câmara Municipal a doação de terrenos na área delimitada pelos Ribeirões Anhangabaú e Yacuba. Nascia assim uma tosca trilha de terra batida que fazia a ligação dessas propriedades com a chamada colina histórica de São Paulo. Com o passar do tempo, esse rústico caminho passou a ser conhecido como "Ladeira do Acú", numa abreviação de Yacuba. A ladeira iniciava-se no antigo Largo do Rosário - atual Praça Antonio Prado - e terminava nas proximidades do Largo do Paissandú. Desse ponto em diante, ela transformava-se na "Estrada de Jundiaí", caminho muito utilizado por tropeiros que seguiam em direção ao interior do Estado. Para transpor o Ribeirão Anhangabaú, existia uma ponte conhecida como "Ponte do Acú". Por isso a Ladeira do Acú era também conhecida como "Ladeira da Ponte do Acú". E como Ladeira do Acú, a São João permaneceu durante todo o século XVIII. E por que São João? De fato, trata-se de uma homenagem a São João Batista, considerado o "protetor das águas" na tradição católica. Buscando as raízes dessa homenagem, verificamos que os cursos d'água que cruzavam a antiga "Ladeira" eram considerados perigosos para os antigos paulistanos: Yacuba ou Acú, significa em Tupi "Água Envenenada"; esse córrego margeava o atual edificio dos Correios e desaguava no Anhangabaú que, também no Tupi, significa "Águas Assombradas" ou Águas do Diabo". Não obstante a questão do perigo das águas, devemos nos lembrar que as encostas do Vale do Anhangabaú, no final do século XVIII e início do século XIX era uma região de matas e local onde se escondiam assaltantes e escravos fugidos. Por tudo isso, as procissões em homenagem a São João Batista tinham como roteiro certo uma passagem pela Ladeira do Acú. Assim a tradição tomou vulto e a Ladeira passou a ser conhecida como "Ladeira de São João Batista". No dia 28/11/1865, o vereador Malaquias Rogério de Salles Guerra sugeriu que a ladeira "da ponte do Acú" fosse denominada como "Ladeira de São João". Mais tarde, ela se transformou em Rua e, depois, em Avenida São João. Entre 1910 e 1937, sucessivas reformas, alargamentos e prolongamentos foram realizados. Numa de suas últimas reformas, entre as décadas de 80 e 90, a construção do novo "Vale do Anhangabaú" alterou o seu início, dando origem ao "Boulevard São João".
(História das Ruas de São Paulo - Prefeitura SP)

14 de dezembro de 2007

Vox Populi.....

Outro dia, fui buscar minha filha Bel na casa de una amigos dela. Para variar, o trânsito estava ruim demais, e demorei uns 50 minutos para andar pouco menos de dois quilômetros. Tudo bem, o ar condicionado e o rádio são companias preciosas.

E daí, olha só o que vejo no muro do outro lado da rua, bem na minha cara!!!!!!!

O pixador, com sua sabedoria popular, acertou na mosca. Escravos do trânsito MESMO, todos nós que alí estávamos, esperando os caras da frente irem logo embora. E não tinha saída, a não ser esperar e gastar muita paciência.

É por isso que eu vou de bike!!!!!!!!!!.

4 de dezembro de 2007

Homenageando os nossos heróis

Quem de nós já não viu fotos das homenagens que os Estados Unidos fazem aos seus heróis de guerra? Aquele cemitério lindo e infindo, e aquele muro com os nomes dos mortos?

Pois nós também fazemos. Nada tão espetacular, apenas uma versão tupiniquim, mas a homenagem lá está, e você provavelmente ja passou por lá trocentas vezes e nunca reparou.

Sabe a Rua Curitiba? Pois é. A Rua Curitiba fica no Ibirapuera, ao lado do Círculo Militar. É uma rua de duas pistas, com canteiro central.

Não me pergunte como é que uma rua de duas pistas com canteiro central não se chama avenida.

O tal canteiro central é, de fato, uma linda praça, a Praça Carlos Gardel, que aposto que você nem sabia que existia. É uma homenagem para para um estrangeiro marcou época também aqui no Brasil.

Nessa praça, coberto pelas árvores, tem um monumento aos brasileiros mortos na Segunda Guerra Mundial, constante de um "canhão" e de um painel com os nomes de todos, das três Armas.

Quando for visitar, repare no esmero dispensado pela mantenedora da praça, a Associação dos Amigos das Praças da Rua Curitiba e Entorno.



Tem beija-flor (no meio da foto) - clique na foto para ampliar









Tem bebedouros e comedouros para pássaros (não são gaiolas, não: a grade é maior que os passarinhos)










Tem lixeiras próprias para restos de cachorros











Tem quiosques de flores e revisteiro








E é fácil chegar.




1 de dezembro de 2007

Banana pré-datada

Hoje, pela primeira vez na vida, compramos bananas pré-datadas: tinha um aviso, feito à mão num papel, dizendo: "Boas para dois dias".

Juro que é verdade.