11 de janeiro de 2008

Passado que se vai

Olha só, é mais uma parte da nossa história desaparecendo ao longo do tempo.
Essa ruína fica na esquina da Ribeiro da Silva com Barão de Piracicaba, na frente do prédio que hoje é da Porto Seguro, e que antes era da Pirelli.
Esse prédio da Porto Seguro é bem o retrato desta nossa cidade maluca: alguém derruba a mata, abre uma chácara, tira dela seu sustento por uma ou duas gerações, depois loteia, outro alguém constrói uma casa, ocupa por uma ou duas gerações, depois vende para outro alguém que faz um prédio, e que depois vende para outro.... E tudo isso em apenas um século!.
Isso, é uma questão de cultura. Na Europa, como regra geral, se rearranja o equipamento existente, reformando e adaptando-o de forma que volte a ser útil, sem necessidade de destruir. Aqui, a regra é destruir e construir de novo. A cidade se reconstrói constantemente, descartando os equipamentos e substituindo por outros mais atualizados, como se fosse uma fênix.
Da cidade que conheci, nos anos 40 e 50, pouco resta, e tenho que admitir que a quase totalidade das alterações foi para melhor.
Mas ficam algumas cicatrizes. Por problemas documentais, por discussão de direitos, sabe Deus porquê, às vezes sobram uns elefantes brancos.

3 comentários:

Anunciação disse...

Pois é,seu João.Tou passando por aqui pra lhe desejar um feliz 2008 com muitas pedaladas.Um abraço.

Lauro disse...

Seu João,

Quem pedala do jeito que o senhor pedala, definitivamente, não está velho.

Mas o sintoma da minha velhice é realmente a vitrine do Tevah...

Abraço !

Belita disse...

Oooooo paie, cade vc que eu to com saudade?