11 de abril de 2008

Os Libertadores

Estamos de novo disputando a taça Libertadores da América, um dos campeonatos mais importantes do nosso futebol.
Mas, quem são esses libertadores?
Definamos um libertador como um líder que libertou ou foi o grande responsável pela libertação de um ou mais paises de sua dependência de um outro país dominador.
Por essa definição, dizemos que:
Pedro de Alcântara Francisco António João Carlos Xavier de Paula Miguel Rafael Joaquim José Gonzaga Pascoal Cipriano Serafim de Bragança e Bourbon, vulgo D. Pedro I, foi um libertador, porque libertou o Brasil de Portugal. Mas pelas condições dos acontecimentos, é conhecido como Imperador em vez de Libertador.
Ernesto Rafael Guevara de la Serna, vulgo Ché Guevara, não foi um libertador segundo a definição acima. Não libertou nenhum país de nenhum dominador. Sua luta era outra. Em Cuba, só houve troca de dominadores, transferindo o poder do ditador Rubén Fulgencio Batista para o ditador Fidel Alejandro Castro Ruz e seu PC caribenho; e na Bolívia morreu sem conseguir seu intento. Não se enquadra, portanto, na definição

Tratemos então dos dois libertadores da América do Sul, que obtiveram sucesso em mais de um país, e que nós, paulistanos, homenageamos com duas praças (uma para cada um....):

José Francisco de San Martín y Matorras, vulgo San Martin, general argentino, que libertou Argentina, Chile, Equador e Peru da dominação espanhola. Ele foi homenageado com uma praça, na qual está a estátua da foto, e também com outra estátua que está na Av. Paulista, entre a Praça dos Ciclistas e a agência do Banco de la Nación Argentina.


Simón José Antonio de la Santísima Trinidad Bolívar Palacios y Blanco, vulgo Simón Bolívar, venezuelano que libertou Bolívia, Colômbia, Equador Panamá, Peru e Venezuela da dominação espanhola. Ele foi homenageado com uma praça, relativamente próxima da Praça San Martin, mas na praça Bolivar não há estátua, e desconheço se há estátua dele na cidade. A foto ao lado é de uma estátua que está no Central Park, em Nova York (http://pt.wikipedia.org/).

Reparem que Equador e Peru constam nos feitos de ambos os Libertadores, pois foi preciso somar as duas forças para obter sucesso desejado, principalmente no Peru, que era a base mais importante da Espanha na América do Sul.

E o que têm esses quatro homens em comum?
São todos nascidos ricos, tiveram educação esmerada, e eram homens cultos.
A Guevara, San Martin e Bolívar, há que se acrescentar que eram aventureiros natos, tinham uma enorme força de vontade, e eram também líderes natos.
Mas só a San Martin e a Bolívar podemos chamar de Libertadores.

A distância entre as praças não é grande, uns 10 minutos de pedalada, mas o percurso é dos mais agradáveis da cidade, todo plano e por ruas maravilhoeas, ideal para principiantes.

Clique no mapa para ampliá-lo. (Guia Mais)

1 comentários:

Beto disse...

Estimado sogro, muito bom post. Posso agregar uma curiosidade? Em minhas andancas pela America Latina, descobri que no Chile (apesar de efetivamente ter sido libertado por San Martin, quem by the way um amigo menos informado daqui achava que era um santo mesmo) celebram outro heroi nacional, conhecido localmente como Libertador Bernardo O´Higgins, com direito a avenidas principais e estátuas à cavalo por toda Santiago e pelo Chile afora.

O divertido da historia é que usam esse cara só para nao dar o gostinho para San Martin. Ele era general do exercito chileno, muito mais vendável localmente que o tal de San Martin, que era mais argentino que o Maradona, bife de chorizo e Mercedes Sosa juntos. E depois da ajuda do último, malandramente se instalou na presidencia chilena.

Como pode ver, nao somos somente nós brazucas que temos um carinho especial pelos hermanos porteños.

Saludos,
Beto