Estamos de novo disputando a taça Libertadores da América, um dos campeonatos mais importantes do nosso futebol.
Mas, quem são esses libertadores?
Definamos um libertador como um líder que libertou ou foi o grande responsável pela libertação de um ou mais paises de sua dependência de um outro país dominador.
Por essa definição, dizemos que:
Pedro de Alcântara Francisco António João Carlos Xavier de Paula Miguel Rafael Joaquim José Gonzaga Pascoal Cipriano Serafim de Bragança e Bourbon, vulgo
D. Pedro I, foi um libertador, porque libertou o Brasil de Portugal. Mas pelas condições dos acontecimentos, é conhecido como Imperador em vez de Libertador.
Ernesto Rafael Guevara de la Serna, vulgo
Ché Guevara, não foi um libertador segundo a definição acima. Não libertou nenhum país de nenhum dominador. Sua luta era outra. Em Cuba, só houve troca de dominadores, transferindo o poder do ditador Rubén Fulgencio Batista para o ditador Fidel Alejandro Castro Ruz e seu PC caribenho; e na Bolívia morreu sem conseguir seu intento. Não se enquadra, portanto, na definição
Tratemos então dos dois libertadores da América do Sul, que obtiveram sucesso em mais de um país, e que nós, paulistanos, homenageamos com duas praças (uma para cada um....):
José Francisco de San Martín y Matorras, vulgo
San Martin, general argentino, que libertou Argentina, Chile, Equador e Peru da dominação espanhola. Ele foi homenageado com uma praça, na qual está a estátua da foto, e também com outra estátua que está na Av. Paulista, entre a Praça dos Ciclistas e a agência do Banco de la Nación Argentina.
Simón José Antonio de la Santísima Trinidad Bolívar Palacios y Blanco, vulgo
Simón Bolívar, venezuelano que libertou Bolívia, Colômbia, Equador Panamá, Peru e Venezuela da dominação espanhola. Ele foi homenageado com uma praça, relativamente próxima da Praça San Martin, mas na praça Bolivar não há estátua, e desconheço se há estátua dele na cidade. A foto ao lado é de uma estátua que está no Central Park, em Nova York (
http://pt.wikipedia.org/).
Reparem que Equador e Peru constam nos feitos de ambos os Libertadores, pois foi preciso somar as duas forças para obter sucesso desejado, principalmente no Peru, que era a base mais importante da Espanha na América do Sul.
E o que têm esses quatro homens em comum?
São todos nascidos ricos, tiveram educação esmerada, e eram homens cultos.
A Guevara, San Martin e Bolívar, há que se acrescentar que eram aventureiros natos, tinham uma enorme força de vontade, e eram também líderes natos.
Mas só a San Martin e a Bolívar podemos chamar de Libertadores.

A distância entre as praças não é grande, uns 10 minutos de pedalada, mas o percurso é dos mais agradáveis da cidade, todo plano e por ruas maravilhoeas, ideal para principiantes.
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