31 de maio de 2008

Os churros da Ana Neri


Chamada de Mãe dos Brasileiros, destacou-se durante a guerra do Paraguai pelo seu espírito altamente caridoso e pela sua abnegação insuperável. Aos 50 anos de idade, acompanhou os seus dois únicos filhos que partiam para os campos de batalha, como enfermeira, se compadeceu de tal forma dos que tombaram feridos e moribundos, que participou de toda a guerra prestando relevantes serviços.


Bom, e que raios tem ela a ver com os churros?

Explico.

Na Rua Ana Neri, na Moóca, tem a melhor casa de churros da cidade.

Eles devem estar estabelecidos no local desde os primórdios da Moóca e, desde que os conheço, sempre com a mesma simpatia, fazem churros sensacionais.

Abrem lá pelas 5 da matina, e fecham às onze (da manhã!!!!).

Nada de errado com isso. Abrem cedo para atender os trabalhadores das fábricas antes de entrarem em serviço, e fecham cedo porque ninguém é de ferro.

É certo que a Moóca já não tem mais tantas fábricas, está virando bairro residencial, mas a freguesia ainda é firme. Se já não há tantos operários a caminho das fábricas, há os noctívagos indo para casa, famintos.
E eu babo só de pensar neles (nos churros, claro!!!!!!!!!).

23 de maio de 2008

Luta dura, mas possível

Conclamo aqui todos os ciclistas para que participem ativamente dos movimentos em prol do ciclismo.
Não há necessidade de engajamento em trabalhos complicados. Basta participarem dos eventos, ver o que está rolando, e pensar um pouco no assunto.

Filtrando tudo o que se fala, o que está em discussão, é o compartilhamento racional do uso do espaço urbano por todas as atividades exercidas pelos cidadãos.

As autoridades responsáveis pelo trânsito raciocinam quase que exclusivaqmente em termos dos automóveis, com algumas atitudes em favor dos ônibus (alguns corredores de ônibus), e parecem não atentar ao fato de que são responsáveis por todos os veículos motorizados, inclusive as motos, e também pelos não motorizados, que incluem veículos de tração animal, de tração humana, as cadeiras de rodas e, o mais importante, o pedestre.
Entre essas autoridades, citamos duas em especial: o pessoal do trânsito, a quem cabe providenciar a assistência a todos os que se movem de um lugar a aoutro, e a Prefeitura e o Estado que não cumprem a lei que manda que em todos os projetos de novas vias públicas sejam previstas as facilidades necessárias para o deslocamento dos não motorizados.
Dou 2 exemplos: a ampliação da Jacú-Pêssego (acho que é assim que se escreve) não prevê ciclovias porque é só uma ampliação, e a novíssima ponte "estilingão" não tem calçadas porquê é um local muito perigoso.

Ora bolas!
Então, qualquer melhoria na cidade estaria dispensada da Lei, simplesmente porque é uma ampliação da cidade já existente.... e, além disso, um local só é muito perigoso porque foi mal projetado. Projetem direito, que o perigo não existirá.

É por isso que precisamos a participação de todos, ciclistas, cadeirantes, pedestres, quanto mais, melhor.
Com uma participação maciça, podemos exigir e melhorar a utilização do espaço público, a exemplo da comunidade gay que conseguiu tornar a Parada Gay a única manifestação permitida na Av. Paulista. Nós também conseguiremos.

P A R T I C I P E ! ! !

12 de maio de 2008

O Semeador


O Semeador é a única estátua particular exposta em via pública. Fica na Rua Sete de Abril 97, quase em frente à Rua Conselheiro Crispiniano.

Foi encomendada por Paulo Abreu, dono do Banco Das Nações (depois comprado pelo Bamerindus), para adornar a fachada da sede do banco.

Ao contrário do semeador bíblico (Marcos, 4), este semeia moedas.

O porte atlético reflete a imaginária típica da ditadura Vargas, que concebia um trabalhador atlético, construtor da Nação - idéia provavelmente importada da Alemanha nazista.

A obra é de autoria de Luis Morrone (1906-1998)